sábado, 25 de abril de 2009

Lula está construindo um gigante regional único, diz 'Newsweek'

O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana Newsweek.

"Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela", afirma o artigo.

Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente".

O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da Newsweek, com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Poderio militar
A Newsweekobserva em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil "expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre".

A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia "diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques".

O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.

"Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada", diz a Newsweek.

Influência americana
A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia "não-declarada" de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington", mas que nem por isso o país embarcou na "revolução bolivariana".

"Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros", diz o artigo. "No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne."

A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação próxima da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é "um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade".

"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual", conclui a Newsweek.

* do UOL Notícias

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Obama diz que Brasil é potência

Antes de iniciar pelo México sua primeira visita à América Latina, o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou o Brasil.

Em entrevista à CNN Español disse que o país "é uma potência econômica".

Também enalteceu o colega brasileiro:

"Minha relação com Lula é a de dois líderes que têm grandes países, que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para nossos povos.

Devemos ser parceiros". (Jornal do Brasil)


O Globo

"O cara" vira desenho nos EUA
Em episódio de 'South Park', Lula é um dos personagens

O presidente Lula - chamado de "o cara" pelo presidente dos EUA, Barack Obama - virou personagem de um dos programas de maior audiência da TV americana: o desenho animado "South Park". No episódio que foi ao ar anteontem, Lula é um dos líderes mundiais que tentam enganar a polícia intergaláctica para ficar com uma fortuna de outros planetas trazida à Terra. (págs. 1 e 8)

Lula cobra mais atenção de Obama
O presidente Lula pediu a Barack Obama um compromisso maior dos EUA com a América Latina. Cuba será um dos temas da Cúpula das Américas, que Hugo Chavez tenta esvaziar. Raúl Castro descartou a volta de seu país à OEA. (págs. 1 e 25)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o governo mudará o cálculo da poupança, o que poderá reduzir os rendimentos dos poupadores, mas não disse como. "Daqui a pouco, as grandes multinacionais vão querer colocar o dinheiro na poupança. Vamos discutir tudo com muita cautela. Precisamos proteger o pequeno poupador", afirmou.

O governo estuda a mudança em razão da queda nos juros. Se a taxa fixada pelo Banco Central cair para menos de 9% ao ano, a poupança pode render mais que os fundos de investimentos. (págs. 1 e B1)

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O Estado de S. Paulo


O presidente Barack Obama disse que "os tempos mudaram" e que os EUA vão se relacionar com os países latino-americanos como parceiros, sem ditar normas. (págs. 1 e A13)

Ambiente: Satélite vai vigiar cerrado e Pantanal
Todos os biomas do Brasil passarão a ser monitorados. (págs. 1 e A18)

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Jornal do Brasil

Fórum pede mais crédito contra a crise global
A declaração final da versão latino-americana do Fórum Econômico Mundial, no Rio, alerta contra o protecionismo e sugere medidas para enfrentar a crise. O texto será apresentado a chefes de Estado e de governo na Cúpula das Américas. Entre as sugestões, mais crédito e ampliação de programas como o Bolsa Família. (págs. 1 e Economia A16 e A17)


Foto legenda: Pelo bem global - Depois de tantos elogios de Obama, a fama de Lula lhe rendeu uma participação especial no desenho animado 'South Park', exibido na quarta-feira nos EUA. No episódio, o brasileiro é um dos líderes mundiais chamados a lidar com a chegada de um ET ladrão à Terra

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Correio Braziliense

Lula, o cara, vira personagem em episódio do desenho animado South Park (págs. 1 e 7)

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Valor Econômico

Petrobras vai ter papel ativo na política industrial
Nenhuma outra pessoa no Brasil e poucas no mundo em crise têm nas mãos um orçamento de investimentos tão grande quanto o do geólogo Guilherme Estrella, diretor de exploração e produção da Petrobras. Até 2013, a estatal vai investir US$ 92 bilhões. E Estrella tem uma missão especial no direcionamento desses gastos: incentivar a participação de empresas nacionais no negócio do petróleo e atrair novos fornecedores estrangeiros para o país. Com o volume enorme de produção garantido nos campos da área de Tupi, na Bacia de Santos, as encomendas vão ganhar escala. E o conteúdo nacional, hoje de 65%, terá de aumentar, disse Estrella ao Valor. "O pré-sal veio dar escala para substituirmos importações".

A Petrobras será responsável por uma parte importante da política industrial, que vai promover a entrada do empresário brasileiro no segmento. A intenção é estabelecer um índice de nacionalização crescente, caminhando para o que Estrella chama de "parcerias estratégicas" com os fornecedores de equipamentos. "Vamos combinar que se encomendarmos 200 turbinas, a vigésima primeira seja produzida 50% no Brasil e assim por diante, até que a duocentésima seja nacional", explicou o geólogo, em um exemplo hipotético. (págs. 1 e A16)

Países como a Bolívia insistiam em vincular os biocombustíveis às ameaças contra o abastecimento de alimentos nos países mais pobres. As referências insinuando riscos à "segurança alimentar" foram eliminadas por insistência dos diplomatas brasileiros. (págs. 1 e A11)

Ministro do Brasil não vai ao G-8 agrícola
O Brasil entra prejudicado no embate entre países exportadores e importadores (protecionitas) no primeiro G-8 agrícola da história, com a ausência de seu ministro de Agricultura, Reinhold Stephanes, na discussão de estratégias para reforçar a produção e evitar futuras crises alimentares. O G-8, grupo dos países ricos, convidou para sua reunião agrícola, de sábado a segunda-feira, na Itália, os ministros do G-5 (Brasil, China, Índia, África do Sul e México), além de Argentina, Austrália e Egito, para começar a redesenhar políticas mundiais para o setor.

A ausência de Stephanes limita o papel do Brasil na negociação. A assessoria do ministro informou que a pré-agenda não exigia a participação efetiva do Ministério. O embaixador José Marcondes (FAO) representará o país. (págs. 1 e A12)


BNDES abre linha de R$10 bi para financiar a agroindústria (págs. 1 e B12)


Carros mantêm o ritmo
A venda de automóveis continua aquecida, em ritmo pouco inferior ao do mês passado, quando terminaria o incentivo fiscal com a redução do IPI. A média diária de negócios na primeira quinzena de abril foi de 11,3 mil unidades, ante 12,5 mil em março. (págs. 1 e B1)

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Gazeta Mercantil

Brasil já é um dos principais exportadores de serviços de TI
O Brasil exportou, em 2008, US$ 1,4 bilhão em serviços de tecnologia da informação e de processos de negócios (como recursos humanos ou call centers), ante os US$ 41 bilhões da Índia e US$ 3 bilhões da China. As perspectivas nesse mercado são promissoras, uma vez que, só entre 2004 e 2008, a média anual consolidada de seu crescimento mundial foi de 40%. Esse mar de oportunidades somou, no ano passado, US$ 70 bilhões nos cinco continentes. Estas são algumas das conclusões de um estudo da consultoria internacional AT Kearney, encomendado pelo governo federal, divulgado ontem em Brasília.

O estudo estima que este mercado será de US$ 101 bilhões em 2010 e diz que o Brasil tem boas chances de se firmar como um dos principais destinos da demanda internacional. (págs. 1 e C2)


Pesquisa no exterior beneficia o País
Desde 1994, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis trabalha na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, em uma pesquisa que pode levar à cura de doenças degenerativas como o Mal de Parkinson. Mesmo estando longe do Brasil, ele acredita que a experiência dos cientistas que vão para o exterior contribui para o conhecimento aqui no País. “Só 5% daqueles que vão não retornam”, diz.

Para o pesquisador, que pode se tornar o primeiro brasileiro a receber um Prêmio Nobel, há muitos talentos no País que só precisam de uma oportunidade para decolar. “Por isso, o investimento em tecnologia e ciência é estratégico para qualquer nação”, disse ontem Nicolelis, durante um almoço realizado em São Paulo em sua homenagem, promovido pela Gazeta Mercantil e o Jornal do Brasil, com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia). (págs. 1 e C2)

Banco Itaú patrocinará a Copa de 2014
O Itaú assinou, ontem, contrato com a Fifa para patrocinar a Copa do Mundo de 2014, cuja sede será no Brasil. O valor investido não foi divulgado. A empresa havia apoiado a candidatura do País à sede do mundial e há seis meses acertou com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o patrocínio das seleções nacionais, incluindo a feminina, até 2014. (págs. 1 e C7)

CMN libera R$ 12 bi ao agronegócio
O aperto sofrido pelas agroindústrias foi parcialmente atenuado pelo pacote de R$ 12,6 bilhões liberado ontem em reunião extraordinária do CMN. (págs. 1 e B14)